Direito Internacional do Comércio e de Investimentos

Sete Razões Para Incluir a América do Sul Em Seus Planos de Negócios

1. Presença marcante de democracias estabelecidas e da supremacia do direito

Nos anos 80, os países sul-americanos restauraram plenamente a democracia, pondo fim a quase vinte anos de regimes militares.

2. Crescimento e estabilidade econômicos

Os países sul-americanos têm tido um crescimento econômico sem precedentes impulsionado pelas exportações de produtos naturais e pelo forte consumo interno. [1] No Brasil, Chile, Colômbia, Peru e Uruguai em particular, o crescimento do produto interno bruto (PIB) tem sido acompanhado de estabilidade econômica, possibilitada por medidas monetárias e fiscais que objetivam o controle da inflação e a manutenção do crescimento sustentável. Esses cinco países também têm recebido a maior parte dos fluxos de capitais que se destinam à região graças ao clima de investimentos positivo resultante da prosperidade econômica e de políticas favoráveis aos investimentos diretos estrangeiros. Tendo atravessado a crise financeira de 2008 relativamente incólumes, Brasil, Chile, Colômbia, Peru e Uruguai cresceram a uma taxa média de 6,5 por cento em 2010 e 5,5 por cento em 2011. [2]

O PIB da América do Sul atingiu US$ 4,3 trilhões em 2011. [3] O Brasil responde por 59,1 por cento desse total, seguido da Argentina (10,5 por cento), Venezuela (8,3 por cento), Colômbia (8,2 por cento), Chile (5,7 por cento) e Peru (4,3 por cento).

3. Acordos de Livre Comércio

O Canadá tem acordos de livre comércio (ALCs) com Chile, Peru e Colômbia. O Canadá também iniciou discussões exploratórias com o Mercosul, o bloco comercial que consiste da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, com vistas a um futuro ALC.

4. Grandes mercados consumidores dotados de vibrante cultura de consumo

Com uma população total de 396 milhões, a América do Sul tem um mercado consumidor em crescimento que representa uma oportunidade importante para as empresas canadenses. Durante a última década, a adoção de políticas de inclusão social reduziram a pobreza e a desigualdade, ao mesmo tempo em que estimularam o consumo interno. Só no Brasil, que abriga cerca de metade da população da América do Sul, 40 milhões de pessoas ascenderam à classe média nos últimos dez anos. [4]

5. Um dos mais importantes exportadores mundiais de produtos agrícolas e os maiores produtores de metais do mundo

O Brasil é o maior exportador de carne bovina e de frango, açúcar, suco de laranja e etanol e o segundo maior exportador de soja, bauxita e minério de ferro. O Chile é o maior produtor mundial de cobre. A região também conta com jazidas significativas de ouro, prata e níquel e de grandes depósitos de petróleo e gás natural.

6. Fonte cada vez mais importante de investimentos diretos estrangeiros

Na medida em que os países sul-americanos abrem suas economias à concorrência internacional e aumentam sua participação na produção global, as empresas locais vêem-se na necessidade de perseguir oportunidades de negócios no exterior como condição para se manterem competitivas e crescerem. [5] Como resultado, a América do Sul tornou-se uma fonte crescente de investimento direto estrangeiro. Argentina, Brasil e Chile estão à frente dessa nova tendência. Até o momento, o Brasil é o único país sul-americano com investimentos diretos no Canadá, predominantemente no setor de recursos naturais.

O Canadá tem muito a oferecer às empresas sul-americanas: custos empresariais e impostos baixos, mão-de-obra altamente qualificada e com alto grau de formação, instituições financeiras sólidas e clima favorável aos investimentos.

7. Participação ativa no sistema multilateral de comércio

O Brasil e o Chile estão entre os 23 membros fundadores do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio (GATT) de 1948, o predecessor da Organização Mundial de Comércio (OMC). O Peru e o Uruguai aderiram ao GATT nos anos 50, e a Argentina, nos anos 60. Esses países têm uma longa história de participação ativa em negociações multilaterais de comércio. Atualmente, todos os países sul-americanos são membros da OMC.

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